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As lições de Madre Teresa

 

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A beata Madre Teresa de Calcutá nos fez lembrar que, desde que começou seu trabalho com os pobres mais pobres da Índia, ela foi levada por uma crescente inquietação: queria atingir o maior número de pessoas; queria atender todos aqueles que viviam na miséria e morriam sem esperança. Procurou, então, multiplicar-se através de jovens que, tendo os mesmos ideais, dessem também sua vida por esses irmãozinhos. Nasceram, assim, as Missionárias da Caridade, congregação religiosa feminina que tem comunidades em muitos países, principalmente nos mais pobres.

O estilo de vida dessas religiosas e o espírito que as anima estão bem sintetizados num fato envolvendo a própria fundadora: ao tratar da abertura de uma comunidade aqui no Brasil, Madre Teresa colocou duas condições ao bispo: que as Missionárias da Caridade pudessem trabalhar no meio dos mais abandonados e que tivessem a possibilidade de participar diariamente da Santa Missa.

Madre Teresa não foi escritora nem oradora; não foi uma intelectual nem uma polemista. Assim ela mesma se definia: “Sou albanesa de nascimento. Agora sou uma cidadã da Índia. Sou também freira católica. No meu trabalho, pertenço ao mundo inteiro. Mas no meu coração, pertenço a Cristo”.

Prêmio Nobel da Paz, essa frágil irmã pouco se preocupava com títulos. Quando foram levar-lhe a notícia de que havia ganho o mais cobiçado prêmio da Academia Sueca, voltou-se para as religiosas que a cercavam e convidou-as para um momento de oração.

Uma jornalista americana teve a paciência de recolher os pensamentos dispersos de Madre Teresa, dando origem a um excelente livro, já traduzido no Brasil: “O amor – um fruto perene”. É dessa obra os pensamentos que seguem:

Fé: “A fé em ação é amor, e amor em ação é trabalho – portanto, o “modo de se viver” é fruto da fé.”

Sucesso: “Não fazemos coisa alguma. É Deus quem faz tudo. Toda a glória deve voltar para Ele. Deus não me convocou para ser bem sucedida. Ele me convocou para ser fiel.”

Confiança: “Meu Deus, tu, somente tu. Eu confio em teu chamado, em tua inspiração. Tu não me desapontarás.”

Família: “Cristo é o chefe da família, o ouvinte silencioso em toda conversação, o convidado invisível em todas as refeições.”

Pobres: “Hoje, os pobres sentem fome de pão e arroz, e do amor da palavra viva de Deus. Os pobres estão sedentos de água e paz, verdade e justiça. Os pobres estão desabrigados, necessitados de um abrigo, de um coração feliz que os entenda, os proteja e os ame. Os pobres estão nus: precisam de roupas, de dignidade humana e de compaixão. Estão doentes: necessitam de médicos, de carinho e de um sorriso sincero. Deus cuida dos pobres através de nós.”

Perdão: “Lembro-me de uma vez que retirei uma mulher de uma lata de lixo e vi que ela estava morrendo. Levei-a para o convento. Ela repetia as mesmas palavras: “Meu filho fez isso comigo”. Nem uma só vez pronunciou as palavras: “Estou faminta”, “Estou morrendo”, “Estou sofrendo”. Apenas continuava a repetir: “Meu filho fez isso comigo”. Levei muito tempo para ajudá-la a dizer, antes de morrer: “Eu perdôo meu filho”.

Sofrimento: “Hoje, o mundo é um “calvário aberto”. Os sofrimentos mentais e físicos estão em toda parte. A dor e o sofrimento entraram em tua vida, mas lembra-te que a dor, o infortúnio e o sofrimento são beijos de Jesus – sinais de que tens estado tão próximo dele que Ele pode beijar-te.”

Obediência: “Hoje, em ti, Jesus deseja reviver sua total obediência a seu Pai. Permite que Ele o faça. Não importa como te sentes, já que Ele se sente bem em ti…”

Onde e como Madre Teresa de Calcutá encontrava forças para realizar com amor seu incansável trabalho? Um dia, ela mesma respondeu: “Minha televisão é o tabernáculo”. Jesus Cristo era, pois, a fonte de toda a sua inspiração e força: “Cristo em mim: Ele age através de mim: Ele me inspira, me dirige como seu instrumento. Eu nada faço… Ele faz tudo”.

É de se esperar que as lições que Madre Teresa deixou à humanidade sejam guardadas com carinho e imitadas por todos. Afinal, por meio de nós, Jesus Cristo quer continuar debruçando-se sobre as chagas da humanidade.

 

Fonte: Dom Murilo Krieger, SCJ

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