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20 Anos do Novo Catecismo: A Revelação

O ser humano tem a capacidade de relacionar-se com Deus. Uma capacidade dada pelo próprio Criador. Mas existem caminhos para o conhecimento de Deus. A própria criação, a natureza, servem de base para isto.
A nossa inteligência e sensibilidade podem, através da beleza da criação, da Providência, da manifestação do poder de Deus e de seu cuidado, perceber os vestígio do Criador, conhecê-lo.
Mas existe um segundo caminho para o conhecimento de Deus. Quem nos explica, é o Monsenhor Antonio Luiz Catelan:
“Hoje, na nossa meditação sobre o Catecismo da Igreja Católica, vamos tratar de uma segunda forma do conhecimento de Deus, que aperfeiçoa e sustenta aquela que anteriormente nós meditamos.
Além do conhecimento natural de Deus, por via da razão, no encontro com a beleza e a perfeição da Criação, existe também um outro caminho que é o da Revelação. O da revelação é o próprio Deus. E conhecendo a fragilidade na nossa Inteligência e o modo como nossa inteligência está influenciada, às vezes pelos sentidos, pelos sentimentos, pela imaginação e também pelo pecado, e por isto mesmo, nem sempre a inteligência consegue retamente fazer todo o discernimento, fazer este caminho, esta via, que passa do reconhecimento da beleza e da perfeição da natureza até o Criador, Ele próprio em sua bondade, Ele próprio em sua magnanimidade de coração, se volta para nós e se revela, e dá a conhecer, de muitos modos. O próprio livro da Criação, como falou o Papa Bento XVI na Verbum Domini, este livro no qual se conhece a criatura, ele próprio é iluminado também pela revelação. Deus o orienta, se revelando como Criador, a compreender corretamente o Livro da natureza. E ele escolhe pessoas, primeiramente os Patriarcas aos quais se revela e os ensina, passo a passo, qual é o modo correto de conhecer a Deus e de caminhar nos seus caminhos. Nós temos então os grandes Patriarcas, Abraão, Isaac e Jacó, com episódios de extraordinária beleza, onde Deus vem ao encontro. Por exemplo, de Abraão nós podemos lembrar o episódio dos três anjos, figuras de Deus, que lhe apareceram debaixo do carvalho de Mambré, naquele dia, naquela ocasião em que Deus foi revelar a Abraão o que ia acontecer àquelas cidades pecadoras.
Prá Jacó, tem aquele belíssimo, extraordinário acontecimento do sonho, onde se encontra aquela escada que toca e une a terra e o Céu e que a nossa Tradição compreende que esta escada é uma figura de Cristo. E para o mesmo Jacó, tem o episódio da luta com o anjo, ao final da qual o anjo pergunta a ele: “qual é o teu nome?”. E ele diz: “Jacó”. E Jacó lhe pergunta: “e o teu nome qual é?”. E ele diz: “Por que me perguntas meu nome?”. E simplesmente lhe dá uma bênção e não lhe revela ainda seu Nome, coisa que virá a acontecer depois com Moisés.
Então, estes são os modos iniciais com os quais Deus começou a orientar o caminho correto para a busca do Seu rosto, da Sua face, da comunhão consigo”.
Monsenhor Luis Antonio Catelan
Comissão da Doutrina da Fé – CNBB 
Fonte: Rádio Vaticano

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